Confrontos violentos entre as forças do governo sírio e manifestantes pró-democracia completam oito meses.

Após oito meses de confrontos violentos entre as forças do governo sírio e manifestantes pró-democracia no país, o número de mortos já se aproxima dos 3 mil, informou hoje (6/10) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Estimativas anteriores falavam de 2,7 mil pessoas.
Com base na “lista de nomes individuais compilados”, o número total de mortos já ultrapassou 2,9 mil, afirmou o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville. Em comunicado, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, enfatizou que a violência e o sofrimento na Síria são inaceitáveis e devem acabar. A comunidade internacional, segundo Ban, tem a obrigação moral de tentar evitar mais derramamento de sangue.
Na última terça-feira (04/10), China e Rússia vetaram no Conselho de Segurança a adoção uma resolução que condenava duramente as autoridades sírias. Representantes dos dois países disseram que o texto tal como estava iria aumentar as tensões ao invés de levar a uma solução. Brasil, África do Sul, Índia e Líbano se abstiveram na votação.
Em setembro, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas nomeou o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro para presidir a Comissão de Inquérito Independente em andamento para investigar as violações dos direitos humanos na Síria.