Valerie Amos esteve com refugiados na Turquia, onde ouviu relatos de pessoas ansiosas por regressarem para suas casas após até 18 meses de fuga. “Elas se sentem abandonadas pela comunidade internacional.”

Pessoas deslocadas em Al-Shadadi, no distrito de Al-Hassakeh, nordeste da Síria, esperam por caminhões de alimentos do PMA. Foto: PMA/Abeer Etefa
A Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários e Coordenadora de Ajuda Humanitária das Nações Unidas, Valerie Amos, pediu nesta quinta-feira (14) à comunidade internacional para fazer mais para acabar com a crise na Síria, onde o conflito entra agora no terceiro ano.
O apelo de Amos ocorreu no final de uma visita de dois dias à Turquia, onde ela falou com refugiados sírios na província de Kilis.
“Conheci famílias que fugiram de suas casas há mais de 18 meses. Eles estão em desespero. Sentem-se abandonados pela comunidade internacional. Todos querem a mesma coisa: que o conflito acabe para que possam ir para casa.”
Como parte de sua visita, Amos também se encontrou com o Vice-Primeiro-Ministro turco, Besir Atalay, e o Ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, bem como outros membros do Governo e funcionários humanitários de alto escalão, incluindo o Presidente da Sociedade do Crescente Vermelho turco, Ahmet Lufti Akar.
A Síria sofre com a violência desde a revolta iniciada em março de 2011 contra o Presidente Bashar al-Assad. Até 70 mil pessoas morreram, mais de 1 milhão fugiram para países vizinhos, 2 milhões foram deslocadas internamente e até 4 milhões necessitam de ajuda humanitária imediata.
Conselho de Segurança pede que partes se abstenham na ‘Linha Azul’
Em uma resolução também na quinta-feira (14), o Conselho de Segurança da ONU disse que estava “encorajado” pela calma que prevalece em toda a chamada “Linha Azul” entre Israel e o Líbano, ressaltando no entanto a necessidade de todas as partes libaneses de se abster de qualquer envolvimento na crise da Síria.
Os membros do Conselho “exortaram todas as partes a fazer todos os esforços para assegurar que a cessação das hostilidades seja sustentada”, afirmou Vitaly Churkin, Embaixador da Rússia – país que detém a Presidência rotativa do Conselho neste mês –, em um declaração lida à imprensa.