Violência no Iraque continua aumentando, afirma novo relatório da ONU

Atos terroristas, violência e conflitos armados mataram mais de 1.300 e feriram cerca de 1.800 pessoas somente no mês de agosto no Iraque.

Duas crianças iraquianas procuram abrigo em uma casa abandonada após fugir de sua cidade. Foto: ONU/Bikem Ekberzade

Duas crianças iraquianas procuram abrigo em uma casa abandonada após fugir de sua cidade. Foto: ONU/Bikem Ekberzade

Atos terroristas, violência e conflitos armados mataram mais de 1.300 e feriram cerca de 1.800 pessoas somente no mês de agosto no Iraque, afirma um relatório divulgado nesta quarta-feira (02) pela Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI).  Entres os mortos, 585 eram civis, afirma a Missão.  “Bagdá é a região mais afetada do país”, diz o documento, com 318 mortes.

O documento afirma também que a Missão foi impedida de verificar vítimas em áreas de conflito e que “também recebeu, sem ser capaz de verificar, relatos de um grande número de vítimas  que teriam perdido a vida devido a efeitos secundários da violência após terem fugido de suas casas devido à exposição aos elementos, à falta de água, alimentos, medicamentos e cuidados de saúde”. Por esta razão, os números divulgados devem ser considerados como “absolutamente mínimos”, afirma o relatório.

“Com o aumento no número de vítimas, de pessoas deslocadas internamente e o número alarmante de iraquianos que estão fugindo da guerra, de perseguições e da pobreza procurando refúgio no exterior, é fundamental a implementação do plano de reforma do governo para restaurar a ordem, a legalidade e a justiça social no país”, afirmou o representante especial da ONU para o Iraque, Ján Kubiš.