Violência no Iraque provoca a morte de mais de 600 civis em maio, alertam as Nações Unidas

Ações do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) foram responsáveis pelo crescente número de vítimas, principalmente de civis.

Acampamento Abu Ghraib, onde pessoas que se deslocaram de Ramadi foram realocadas. Foto: PMA/Marcus Prior

Acampamento Abu Ghraib, onde pessoas que se deslocaram de Ramadi foram realocadas. Foto: PMA/Marcus Prior

Pelo menos 1.031 iraquianos foram mortos em maio de 2015 e outros 1.684 foram feridos em ataques terroristas, violência e conflitos armados, de acordo com a Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI), que declarou que as ações do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) foram responsáveis pelo crescente número de vítimas.

“A evolução atual dentro e ao redor da cidade de Ramadi e no distrito de Anbar mostra novamente graves consequências das ações do ISIL, com cerca de 237.786 mil indivíduos se deslocando de Anbar. enquanto milhares foram mortos ou feridos, às vezes da pior forma”, disse o chefe da UNAMI, Ján Kubiš, na última segunda-feira (01).

De acordo com os últimos dados da UNAMI, 665 civis foram mortos e 1.313 feridos, enquanto outros 366 membros das forças de segurança do Iraque perderam suas vidas e outros 371 foram feridos durante todo o mês de maio.

Convencido de que apenas a solução militar não será suficiente para acabar com o ISIL, Kubiš pediu ao governo do Iraque para adotar um “conjunto de medidas de confiança” com as comunidades abandonas, “permitindo que elas assumam parte do controle de suas questões” e “garantindo-lhes a habilidade do Estado de protegê-los da violência.”