Só na capital, Mogadíscio, 800 casos foram registrados no primeiro semestre deste ano. UNICEF e parceiros atenderam 2,2 mil vítimas em 2012.

Centenas de milhares de mulheres deslocadas pelo conflito estão vulneráveis à violência sexual e de género. Foto: OCHA/R. Maingi
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou na sexta-feira (16) que a violência sexual e de gênero continua sendo um problema generalizado na Somália. Durante o primeiro semestre deste ano, cerca de 800 casos foram relatados na capital, Mogadíscio.
O porta-voz do OCHA, Jens Laerke, afirmou em Genebra, Suíça, que os estupros continuam sendo perpetrados por homens desconhecidos e armados e outros vestindo uniforme militar. A violência sexual e de gênero também inclui a violência doméstica, as práticas tradicionais nocivas como a mutilação genital feminina e o casamento precoce e forçado. O porta-voz acrescentou que a maioria dos sobreviventes é mulher com 18 anos ou mais.
Em 2012, pelo menos 1,7 mil pessoas foram afetadas por violência sexual e de gênero no país, de acordo com o Gabinete da representante especial da ONU para a violência sexual em conflitos.
Ao lado de Laerke, a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Marixie Mercado, disse que cerca de um terço das vítimas de violência sexual são crianças. Mercado disse que no ano passado o UNICEF e seus parceiros prestaram assistência a cerca de 2,2 mil vítimas de violência sexual na Somália.