Vírus ebola pode continuar em secreções de sobreviventes por meses, diz OMS

Amostras de 93 sobreviventes da doença revelaram que o vírus pode continuar no sêmen até nove meses e meio depois da cura. OMS adverte para uso de camisinha e cuidados de higiene de pacientes.

Assistentes sociais vão de porta em porta falar sobre a doença ebola em Freetown, capital de Serra Leoa. Foto: UNICEF/Tanya Bindra

Assistentes sociais vão de porta em porta falar sobre a doença ebola em Freetown, capital de Serra Leoa. Foto: UNICEF/Tanya Bindra

O vírus da ebola pode continuar no olho, sêmen, placenta, leite materno e sistema nervoso central dos sobreviventes da doença por cerca de nove meses e meio, de acordo com estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo foi feito por meio de amostras de 93 homens que participaram do estudo, conduzidos pelo Ministério da Saúde de Serra Leoa, OMS e Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

De acordo com a OMS, o oeste da África não apresentou casos de ebola na semana do dia 11 de outubro deste ano, sendo a segunda semana sem casos confirmados. No entanto, a organização destaca o caso de uma paciente no Reino Unido que esteve doente no dia 29 de dezembro de 2014 e, depois de sua recuperação, foi hospitalizada na primeira semana de outubro por complicações da doença.

A OMS afirmou que continua desconhecido o período em que o vírus persiste no sêmen, mas o estudo tem o objetivo de oferecer essa informação. A organização adverte que até o teste de sêmen dar duas vezes negativo, os sobreviventes devem usar camisinha, fazer testes com frequência e ter cuidados com a higiene pessoal.