Especialista independente das Nações Unidas alerta que situação destas pessoas é questão central para a implementação de justiça, bem como para a reparação e reconstrução da democracia no país.

Especialista independente das Nações Unidas para os direitos humanos na Costa do Marfim, Doudou Diène (ao centro), em visita à Costa do Marfim em novembro de 2011. Foto: ONU/Basile Zoma
O especialista independente da ONU Doudou Diène afirmou nesta quinta-feira (24) que as vítimas da violência pós-eleitoral na Costa do Marfim não pode ser esquecidas, uma vez que a sua situação é uma questão central para a implementação de justiça, bem como para a reparação e reconstrução da democracia no país.
Em meio aos progressos já alcançados, o especialista acrescenta “a promoção de um pluralismo inclusivo, uma luta vigorosa contra a impunidade, a promoção da igualdade no sistema judiciário e a melhoria das condições socioeconômicas da população.
Em 2014, o especialista independente apresentará um relatório no Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a Costa do Marfim no que diz respeito a esta temática.
No país africano, as eleições presidenciais de 2010 culminaram numa onda de violência quando Laurent Gbagbo, então presidente, se recusou a admitir a derrota perante o candidato Alassane Ouattara. Pouco tempo depois, após intensa pressão local e da comunidade internacional, Gbagbo deixou o poder.