O Centro de Excelência Contra a Fome — fruto de parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — tem apoiado o governo do Zimbábue desde 2016 no desenvolvimento de uma estratégia nacional de alimentação escolar.
Após três missões técnicas do Centro de Excelência no Zimbábue para avaliar a situação e o potencial da alimentação escolar no país, o governo zimbabuano realizou na semana passada um seminário nacional que marca a transição da fase de diagnóstico para a de elaboração do documento estratégico para o tema.

Crianças brincando na Escola Primária Shirichen, em Zimbábue. Foto: UNICEF/Giacomo Pirozzi
O Centro de Excelência Contra a Fome — fruto de parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — tem apoiado o governo do Zimbábue desde 2016 no desenvolvimento de uma estratégia nacional de alimentação escolar.
Após três missões técnicas do Centro de Excelência no Zimbábue para avaliar a situação e o potencial da alimentação escolar no país, o governo zimbabuano realizou na semana passada um seminário nacional que marca a transição da fase de diagnóstico para a de elaboração do documento estratégico para o tema.
O seminário tratou do fortalecimento do programa de alimentação escolar no país com a compra local de alimentos e abordagem multi-setorial.
O evento seguiu a metodologia SABER (Systems Approach for Better Education Results), que analisa políticas públicas, capacidade financeira, institucional e de coordenação, desenho, implementação e participação comunitária para iniciativas de alimentação escolar. As discussões se basearam no diagnóstico e nas recomendações feitas pelo Centro de Excelência.
O objetivo foi envolver os diferentes setores do governo na discussão da estratégia nacional de alimentação escolar vinculada à agricultura local, além de preparar um plano de ação com base em uma análise inter-setorial da situação do país com relação à alimentação escolar.
O Zimbábue fez uma visita de estudos ao Brasil em 2014 e, desde então, vem trabalhando na estruturação da alimentação escolar no país. Em virtude da forte seca que afetou a produção agrícola e a segurança alimentar da região, o governo iniciou um programa de alimentação escolar para atendimento emergencial à população.
A intenção do governo do país é transformar a alimentação escolar emergencial em um programa sustentável, de forma a aproveitar o que já foi posto em prática e a estrutura de execução criada pelo próprio governo.
A ministra de Direitos da Mulher, Gênero e Desenvolvimento Comunitário, Nyasha Chikwinya, e o ministro de Educação Primária e Secundária, Lazarus Dokora, participaram do evento. Eddie Rowe, diretor do escritório de país do Programa Mundial de Alimentos, também esteve presente.
“Este seminário é um momento crucial para o Zimbábue, que marca a transição de intervenções intermitentes em alimentação escolar para o estabelecimento de uma estratégia de longo prazo”, disse Dokora.
Os ministérios da Agricultura, Finanças, Saúde, Juventude, Bem-Estar Social, e o Conselho de Alimentação e Nutrição, responsável pela coordenação inter-setorial no governo, também enviaram representantes ao evento, assim como organizações locais e internacionais da sociedade civil.